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    Vacina contra vírus respiratório será lançada no ano que vem, diz presidente da Pfizer à CNN

    Marta Díez ressalta que imunizante protegerá bebês de doença comum, mas perigosa

    Muriel PorfiroTiago TortellaLéo Lopesda CNN

    em São Paulo

    Em entrevista exclusiva à CNN, a presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, afirmou que a farmacêutica lançará em 2024 um remédio contra a enxaqueca e uma vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções em vias aéreas, principalmente em crianças.

    O novo imunizante está sob análise do Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, a agência reguladora de medicamentos do país.

    VÍDEO – Vacina contra o câncer de pele chega em fase final

    Conforme pontua a Pfizer, ele será “a primeira vacina a ser administrada a gestantes para ajudar a proteger contra as complicações da doença por VSR em bebês desde o nascimento até os seis meses”.

    Essevírus é contagioso e pode passar despercebido, pois tem sintomas comuns a outras doenças, como infecção pulmonar inferior, tosse seca, coriza, dor de garganta e febre.

    “É uma vacina tanto para pessoas idosas como para o feto, para vacinar o bebê antes que ele nasça. Então é uma vacina bem inovadora que estamos esperando trazer no final do ano que vem”, destacou Díez.

    Segundo dados divulgados pela farmacêutica, mais de 100 mil crianças — metade delas bebês com menos de seis meses de idade — morrem anualmente no mundo por causa do Vírus Sincicial Respiratório.

    A doença também pode ser perigosa para idosos, para quem tem doenças cardíacas, pulmonares crônicas ou um sistema imunológico enfraquecido.

    O que é o Vírus Sincicial Respiratório?

    ÀCNN, o doutor Gustavo Prado, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explicou que o VSR é da família dos pneumovírus, um vírus de RNA — assim como o coronavírus — que causa infecções sazonais na época do inverno, principalmente em crianças.

    Conforme Prado informou, “a maioria das internações por síndromes respiratórias gripais na infância até os quatro anos nessa época do ano é atribuída ao vírus sincicial respiratório”.

    Ainda assim, pontuou que ele pode atacar pessoas de qualquer idade, geralmente causando quadros leves, como resfriados e gripes. Entretanto, pode ter manifestações mais graves, como pneumonias e a bronquiolite, nos mais idosos.

    “Ele é particularmente preocupante nos recém-nascidos, especialmente naquelas crianças nascidas prematuramente. Então, a prematuridade, assim como a ocorrência de doenças respiratórias ou cardiovasculares, é um fator de risco para o desenvolvimento dessas formas mais graves das infecções pelo VSR – inclusive de sequelas como, por exemplo, a sibilança, o chiado no peito, que pode se comportar clinicamente como uma doença de via aérea semelhante à asma”, afirmou Gustavo Prado.

    O especialista ressaltou que as medidas de prevenção para o VSR são as mesmas para a gripe e a Covid-19, com foco na higiene das mãos, uso de máscara, ventilação no ambiente e cuidado para não permanecer muito tempo em locais com aglomeração e baixa ventilação.

    Importância da vacina contra o VSR

    O doutor Gustavo Petro disse à CNN que há um anticorpo monoclonal já registrado no Brasil que pode ser administrado a recém-nascidos e crianças pequenas com condições de saúde que favorecem a manifestação de formas graves do VSR.

    Ainda assim, observou que “a grande expectativa na comunidade médica sobre os avanços no enfrentamento às infecções pelo VSR é o lançamento da vacina”.

    “Ela [vacina] já foi estudada tanto no contexto de mulheres grávidas, que recebendo a vacina garantiria uma imunidade suficiente para proteger o recém-nascido após o nascimento por alguns meses, especialmente aqueles meses mais vulneráveis, os seis primeiros meses”, colocou, acrescentando que o imunizante também será indicado para adultos acima dos 60 anos.

    “A partir do momento que a gente tiver disponível – e amplamente disponível – a vacinação para gestantes, assim como também a vacinação para adultos acima de 60 anos com fatores de risco, a gente pode diminuir a carga da doença, reduzindo internações, reduzindo complicações e reduzindo sequelas”, ponderou.

    Vacina contra a Covid-19

    A farmacêutica também tem trabalhado na atualização de outros produtos.

    Por exemplo, a FDA dos Estados Unidos trabalha neste momento para escolher qual será a vacina contra o coronavírus para o período de outono, quando as temperaturas começam a cair.  E, atualmente, a Pfizer tem uma vacina em avaliação para a mais nova variante da Covid-19 no hemisfério Norte.

    “A expectativa é de que essa vacina será renovada a cada ano, como acontece com a da gripe”, conta Díez, que garante que logo chegará o momento do Brasil atualizar a sua vacina no próximo inverno.

    A presidente da Pfizer no Brasil destaca a preocupação de todos os envolvidos com a baixa adesão da cobertura vacinal. “As vacinas são vítimas do seu sucesso. Quanto mais sucesso elas têm, menos as pessoas acreditam que precisam. Infelizmente estamos nessa fase no Brasil e em outras partes do mundo”, admite.

    Balanço do 2° trimestre de 2023

    Durante a entrevista à CNN, Marta Díez, comentou os resultados globais do 2ª trimestre de 2023 divulgados nesta semana pela empresa.

    A Pfizer registrou uma receita de US$ 12,7 bilhões — queda de 54,1%, se compararmos com o mesmo período de 2022.

    Já com relação ao lucro líquido, a redução foi de 76,5%, com US$ 2,32 bilhões em 2023. No ano anterior, a Pfizer registrou quase US$ 10 bilhões de lucro líquido.

    A farmacêutica, que completou 70 anos em 2022, viu números e ações avançarem para campos positivos durante o período da pandemia, com o desenvolvimento recorde de sua vacina contra a Covid-19.

    No entanto, com a doença controlada por causa da vacinação, Díez explica que o cenário para a empresa se estabilizou.

    “A base do nosso negócio está na oncologia, nas doenças raras, em outras vacinas que não são de Covid. O resultado desse negócio veio bastante em linha com o que estávamos esperando”, declara, explicando que é difícil comparar os resultados da pandemia com o pós.

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