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    Brasil realizou mais de 12 mil transplantes pelo SUS em 2021, diz Saúde

    Lista de espera para o transplante de órgãos e da córnea passou de 32.909 em 2020 para 34.830 em 2021

    Órgãos doados são destinados a pacientes que aguardam em uma lista única, definida pela Central de Transplantes da secretaria de Saúde de cada estado
    Órgãos doados são destinados a pacientes que aguardam em uma lista única, definida pela Central de Transplantes da secretaria de Saúde de cada estado Breno Esaki/Agência Saúde DF

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    De janeiro a novembro de 2021, foram realizados mais de 12 mil transplantes de órgãos no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2020, foram cerca de 13 mil procedimentos. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (3).

    Segundo a pasta, mais de 88% dos transplantes de órgãos no país são financiados e realizados pelo SUS.

    O número de transplantes sofreu queda devido à pandemia de Covid-19, em 2020 e 2021, em todo o mundo. No ano passado, houve um aumento na lista de espera no Brasil para o transplante de órgãos e da córnea, que passou de 32.909 em 2020 para 34.830.

    O país conta com uma central nacional e 27 centrais estaduais de transplantes. O sistema nacional de transplantes inclui 648 hospitais, 1.253 serviços e 1.664 equipes de transplantes habilitados.

    Adoação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). Outros órgãos como rim, parte do fígado ou da medula óssea podem doados em vida, os demais ocorrem apenas quando há morte encefálica confirmada ou parada cardiorrespiratória.

    Os órgãos doados são destinados a pacientes que aguardam em uma lista única, definida pela Central de Transplantes da secretaria de Saúde de cada estado, controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), coordenado pelo Ministério da Saúde.

    Cerca de 38% das famílias recusam a doação

    No Brasil, a doação de órgãos ou tecidos depende da autorização dos parentes dos pacientes, o que enfatiza a necessidade de que se comunique aos familiares o desejo de ser um doador ou doadora. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 38,4% das famílias ainda recusam a doação de órgãos.

    A resistência está associada principalmente à desinformação sobre a necessidade da doação de ossos, tendões, peles, tecidos e órgãos para garantir a qualidade de vida de outras pessoas, além da falta de compreensão sobre o que é morte encefálica.

    Cerca de 38,4% das famílias ainda recusam a doação de órgãos / Breno Esaki/Agência Saúde DF

    Entenda o que é a morte encefálica

    A morte encefálica é um quadro irreversível de morte das células do sistema nervoso central, que leva à interrupção da circulação sanguínea no cérebro. A condição é confirmada a partir de protocolos de segurança e diagnóstico.

    A equipe médica deve informar aos familiares de maneira didática que não há nenhuma chance de o paciente acordar. Nesse momento crucial para a doação de órgãos, deve ser explicado à família como funciona o procedimento de retirada dos órgãos, deixando claro que o corpo do paciente não sofrerá qualquer tipo de alteração perceptível.

    A partir da autorização, os órgãos são retirados e tem início o protocolo para os transplantes, que requer agilidade. Após a retirada, eles devem ser implantados nos pacientes o quanto antes.

    Segundo o Ministério da Saúde, as principais doenças que levam ao transplante são infarto extenso do miocárdio, hipertensão arterial grave, doença de Chagas, enfisema pulmonar, fibrose pulmonar, cirrose hepática e alcóolica, tumores malignos e diabetes.

    Pacientes com morte encefálica podem doar rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado, intestino, córneas, válvulas, músculos, ossos, tendões, pele, cartilagem, medula óssea, sangue do cordão umbilical, veias e artérias.

    Transplante a partir de doador vivo

    Os transplantes também podem ser realizados a partir de doadores vivos. A doação pode ser de um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões.

    A cirurgia pode ser feita apenas por pessoas com 18 anos ou mais aos familiares. Caso não haja parentesco, é exigida autorização judicial prévia.

    A doação depende de avaliação do histórico clínico do doador e de doenças prévias, além da compatibilidade sanguínea.

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