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    PSOL adverte PT que ficar no entorno de Eduardo Paes nas eleições municipais do RJ é um “erro”

    Partido tenta formar frente ampla de esquerda com o PDT, PSB, PC do B, PCB, PV e União Popular

    Pedro Duranda CNN

    São Paulo

    Diferentemente de São Paulo, no Rio de Janeiro, PSOL e PT devem estar em lados opostos nas eleições municipais de 2024. O partido de Lula deve apoiar Eduardo Paes (PSD), a quem o próprio presidente já fez diversos acenos, inclusive publicamente. Paes deu palanque a Lula e garantiu casa cheia na capital fluminense na campanha de 2022.

    ÀCNN, um dos principais interlocutores de Eduardo Paes apontou a ministra Anielle Franco e o secretário especial de Assuntos Federativos, André Ceciliano, como potenciais nomes para vice na chapa de Paes representando o PT.

    Ao passo que o nome de Anielle teria um simbolismo político grande, pela história de sua irmã Marielle, Ceciliano tem uma capacidade de articulação política significativa, tendo comandado a Assembleia Legislativa do estado.

    Nesta chapa, o vice teria um valor especial, já que os aliados de Paes esperam que ele tenha reunido todas as condições para disputar o governo do estado em 2026. Mas eles próprios reconhecem que a chance de o PT conseguir essa vaga na chapa é pequena.

    Na oposição ao atual prefeito, o PSOL quer edificar uma frente de esquerda e chamou para conversas o PDT, PSB, PC do B, PCB, PV e União Popular. O alerta feito ao partido aliado em São Paulo e em outras cidades, é de que estar na chapa de Paes é se “esconder” e perder força para as próximas eleições.

    “Nós conversamos tanto com a Gleisi, quanto com outras lideranças no Rio e defendemos que ficar no entorno do Eduardo Paes é um erro para a mobilização dos setores progressistas para 2026. O convite para eles ainda está aberto. Não dá para se esconder num cenário polarizado como esse”, disse à CNN o pré-candidato do PSOL à prefeitura do Rio de Janeiro, Tarcísio Motta.

    Mas para conseguir um arco amplo de alianças, há uma pedra no meio do caminho. Ou algumas pedras. PC do B e PV fazem parte da federação do PT, o que exige uma decisão única.

    PSB, que já sabatinou Paes e Motta, tem uma pasta na gestão do prefeito, a de Ciência e Tecnologia, com Tatiana Roque. PCB e União Popular, embora constituídos como partidos, não têm representatividade com o mesmo alcance dos outros.

    Sobram adversidades, mas também há críticas. O deputado federal Chico Alencar, outro dos nomes mais fortes do PSOL na cidade, repudiou o “fisiologismo” de alguns partidos e confirmou o movimento.

    “Devemos construir frentes democráticas e progressistas, mas [entendo que] abrir o leque para a direita e o fisiologismo, a ponto de rebaixar o programa, abrindo mão de princípios básicos, inibirá as ações tanto de eventual futuro governo quanto de bancadas de apoio. O Rio não pode mais conviver com esses retrocessos”, afirmou à CNN.

    As conversas com o PDT estão mais avançadas. O diálogo está sendo feito com a deputada estadual Martha Rocha e Carlos Lupi, ministro da Previdência e presidente do partido. Os dois prometeram ao PSOL uma resposta definitiva depois do carnaval.

    Ainda que o PT arraste o PC do B e PV para a chapa de Paes, como quer Lula, o PSOL de Motta acha possível uma espécie de apoio informal. “Não é tudo ou nada. Mesmo dentro da federação é possível ter posicionamentos políticos distintos. Queremos contar com o apoio político do PCdoB e do PV, mesmo que a federação esteja formalmente com Eduardo Paes. Além disso, figuras públicas do PT como Lindbergh Farias já declararam apoio à nossa candidatura”, afirmou.

    ACNN entrou em contato com Farias, que é deputado federal, e aguarda retorno.

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