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    Parlamentares avaliam que CPMI do 8 de janeiro pode não ser instalada

    Apenas 16 dos 32 nomes de deputados e senadores titulares foram apresentados pelos partidos

    Para que a comissão saia do papel, pelo menos dois terços das indicações precisam ser informadas oficialmente pelas legendas
    Para que a comissão saia do papel, pelo menos dois terços das indicações precisam ser informadas oficialmente pelas legendas Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

    Tainá FarfanBasília Rodriguesda CNN

    em Brasília

    Pelos corredores do Congresso Nacional, alguns deputados e senadores estão menos confiantes sobre a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os atos contra os Três Poderes no dia 8 de janeiro.

    A CPMI já teve o requerimento que autoriza sua abertura lido em sessão pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas a data da instalação – ou seja, o início dos trabalhos – depende ainda da indicação, pelos líderes das duas Casas, dos nomes que vão compor o colegiado.

    Até o momento, apenas 16 dos 32 nomes de deputados e senadores titulares foram apresentados pelos partidos. Para que a comissão saia do papel, pelo menos dois terços das indicações precisam ser informadas oficialmente pelas legendas.

    ACNN apurou que, se depender de alguns líderes, em especial no Senado, a indicação não acontecerá. E, consequentemente, a instalação também não. Na Casa, pelo menos Podemos, MDB e PSD – partido de Pacheco – não formalizaram as indicações.

    Um dos líderes desses partidos afirmou à reportagem, sob reserva, que só indicará se o presidente do Senado pressionar.

    Na presidência, a informação é de que Pacheco não deve “pressionar um senador experiente”.

    Outro líder avaliou que a CPMI do 8 de janeiro “esfriou” e pode “não ir para frente”.

    Ainda que as indicações das vagas sejam finalizadas, o governo garantiu maioria na comissão e calcula entre 19 e 22 votos. Se confirmada a instalação, alguns parlamentares ouvidos pela CNN já avaliam que a CPMI pode acabar esvaziada com o tempo, diante da dificuldade de protagonismo da oposição.

    ÀCNN, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), reiterou que o Planalto apoia a CPMI, apesar de partidos aliados ainda não terem formalizado as indicações.

    “O governo e sua base estão prontos e interessados na CPMI. Somos vítimas, assim como a democracia e a República. As mais recentes revelações do envolvimento direto do ex-presidente só mostram a necessidade e importância dessa investigação”, disse Randolfe à CNN.

    O senador pela Rede do Amapá citou o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid, e o coronel Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, como possíveis investigados pela CPMI. Franco também foi investigado pela CPI da Pandemia, que ocorreu em 2021.

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