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    “Por que é preciso ter teto de gastos?”, diz Lula

    Em discurso diante da equipe de transição, presidente eleito questiona estabilidade fiscal e diz que há gastos que precisam ser considerados investimento

    Presidente eleito, Lula (PT) fala durante reunião com parlamentares no CCBB, em Brasília
    Presidente eleito, Lula (PT) fala durante reunião com parlamentares no CCBB, em Brasília Reprodução/betway (10.nov.2022)

    Da CNN

    O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou, nesta quinta-feira (10), a concentração do debate econômico em torno de temas como a estabilidade fiscal e afirmou que há gastos do governo que precisam ser observados como investimento.

    Em um discurso durante sua primeira visita ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, sede da equipe de transição, Lula reafirmou pontos de seu discurso durante a campanha eleitoral e afirmou que o novo governo irá priorizar os “mais necessitados”. Segundo ele, é preciso discutir temas sociais com a mesma “seriedade” que pauta os debates em torno do teto de gastos.

    “Por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gastos? É preciso fazer superávits? É preciso fazer tetos de gasto? Por que as mesmas pessoas que discutem com seriedade o teto de gasto não discutem a questão social do país?”, questionou Lula.

    “Por que o povo pobre não está na planilha da discussão da macroeconomia? Por que a gente tem meta de inflação e não tem meta de crescimento?”, continuou o petista.

    Na sequência, ele disse que só voltou a disputar o cargo de presidente para “tentar restabelecer a dignidade do nosso povo” e citou que a sua prioridade não mudou em relação a quando venceu as eleições pela primeira vez, há 20 anos.

    “É o mesmo discurso que eu disse em dezembro de 2002. Não tenho que mudar uma única palavra. E é o que eu tenho pra vocês. Se, quando eu terminar esse mandato, cada brasileiro estiver tomando café, almoçando e jantando, outra vez, eu terei cumprido a missão da minha vida”, disse.

    Nesse momento, Lula, que discursava no palco de um auditório no CCBB, chorou e recebeu aplausos da plateia.

    Ele voltou ao tema econômico já na parte final do discurso, quando afirmou que o novo governo irá “mudar alguns conceitos no país”.

    “Muitas coisas que são consideradas como gasto nesse país nós temos que passar a considerar como investimento. Não é possível que se tenha cortado o dinheiro da Farmácia Popular por ser preciso cumprir a meta fiscal. ‘Cumprir a regra de ouro’. Sabe qual é a regra de ouro desse país? É garantir que nenhuma criança vá dormir sem tomar um copo de leite e acorde sem ter um pão com manteiga pra comer todo dia. Essa é a nossa regra de ouro”, disse ele.

    É necessário debater questões trabalhistas, diz presidente eleito

    Pouco antes de citar a discussão sobre o tema fiscal, Lula havia dito que muitos brasileiros votaram nele porque concordam com a sua visão de que é preciso “tratar prioritariamente as pessoas mais necessitadas”. Na sequência, ele falou novamente, como fez durante a campanha, que é preciso debater temas relacionados aos direitos trabalhistas.

    “A gente tem que discutir o mundo do trabalho. Você não pode viver no mundo em que os trabalhadores parecem que são microempreendedores, mas trabalham como se fossem escravos, sem nenhum sistema de seguridade social para protegê-los no infortúnio”, declarou.

    Ele também disse que alguns empresários “ficaram chateados porque nós falamos que vamos rediscutir a legislação trabalhista, mas a verdade é nós vamos ter que discutir a relação capital e trabalho”, citando a CLT [Consolidação das Leis de Trabalho], promulgada no governo de Getúlio Vargas.

    “Quem é empresário sério, e sindicalista sério, sabe que a gente não poderia ficar no século 21 tratando da lei de 1943, mas a gente também não pode abdicar daquilo que é conquista e que dava segurança ao ser humano mais humilde”, disse ele.

    “Alguns direitos que foram tirados dos trabalhadores parecem pouco, mas a reforma na aposentadoria [Reforma da Previdência] fez com que o trabalhador que recebia R$ 2.000 irá receber R$ 1.300 agora. Parece pouco que a mulher que poderia receber R$ 2.000 vai receber metade disso, declarou o petista.

    *Publicado por Marcelo Tuvuca, com informações de Thais Magalhães, da CNN

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