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    CPMI do 8 de janeiro marca depoimento de general Heleno para terça-feira (26)

    Ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro, Heleno era uma das vozes mais influentes entre militares da reserva das Forças Armadas

    Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno.
    Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil (8.nov.2018)

    Marcos AmorozoTainá Farfanda CNN

    em Brasília

    O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, presta depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro na próxima terça-feira (26). Heleno era um dos ministros mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e uma das vozes mais influentes entre militares da reserva das Forças Armadas.

    O depoimento do general da reserva foi marcado na esteira do vazamento de trechos da delação do tenente-coronel Mauro Cid.

    O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro disse à Polícia Federal (PF) que Bolsonaro teria se reunido com a cúpula do Exército, da Marinha e da Aeronáutica após o resultado das eleições de 2022 para discutir detalhes de um possível golpe para não deixar o poder.

    Questionado pelo âncora da CNN Gustavo Uribe, Heleno negou ter participado de reunião para articular um golpe de Estado e afirmou que, em sua presença, “não houve nenhuma reunião” com esse teor.

    Essa não será a primeira vez que Heleno será questionado sobre os atos de vandalismo de 8 de janeiro. Em 1º de junho, o ex-ministro prestou depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sobre os atos antidemocráticos.

    Na ocasião, Heleno afirmou que declarações dadas por ele enquanto era ministro no governo Bolsonaro não tinham teor golpistas e classificou os atos de oito de janeiro como “manifestações” e “demonstração de insatisfação”.

    “Esse termo ‘golpe’ está sendo empregado com extrema vulgaridade”, afirmou o general Heleno no depoimento. “Eu acho que o tratamento que estão dando a essa palavra golpe não é um tratamento adequado”, defendeu o ex-ministro, acrescentando que “para ter um golpe precisa ter líder”.

    Nesta mesma data da oitiva com Heleno, está prevista uma sessão deliberativa que deve acontecer antes do depoimento para aprovação de novos requerimentos, que podem convocar novos depoentes e solicitar o envio de documentos.

    Já na quinta-feira (28), está previsto o depoimento de Alan Diego dos Santos, um dos envolvidos na tentativa de explodir uma bomba em um caminhão de combustível nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal de 2022.

    Os requerimentos de convocação de Augusto Heleno e Alan Diego já foram aprovados pela CPMI. Por isso, o agendamento das oitivas não requer nova votação, apenas acordo entre os integrantes do colegiado.

    Braga Netto

    Para a primeira semana de outubro, está previsto o depoimento de outro ex-ministro de Bolsonaro: o general Walter Braga Netto. Candidato a vice na chapa do ex-presidente, Braga Netto também ocupou os ministérios da Defesa e da Casa Civil no governo passado.

    A CPMI está na reta final. A previsão é que o relatório da CPI seja divulgado no dia 17 de outubro.

    Veja também: Depoimento de Braga Netto na CPMI pode ser cancelado

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