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    Após vitória, Lira busca pacificação com Maia

    Novo presidente da Câmara deve procurar seu antecessor para buscar um acordo político para avançar na agenda econômica

    Arthur Lira discursa na Câmara dos Deputados
    Arthur Lira discursa na Câmara dos Deputados Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (2.fev.2021)

    Caio Junqueirada CNN

    O novo presidente da Câmara, Arthur Lira, deverá procurar nesta terça-feira (2) seu antecessor Rodrigo Maia em busca de um acordo político para pacificar a casa após as eleições desta segunda-feira.

    A ideia de Lira é não só conter uma ida ao Judiciário por parte de Maia e seu grupo, como também se aproximar do grupo de Maia para tentar avançar com a agenda economico-legislativa. Embora Lira tenha tido mais do que o dobro (302) dos votos de Baleia Rossi (145), a avaliação é de que é preciso aglutinar a centro-direita para que a pauta econômica seja apreciada já que a esquerda, que tem cerca de 130 votos na Câmara, não deverá aceitar a agenda reformista.

    O problema é que o processo eleitoral deixou feridas. Maia e seu grupo divulgaram uma nota no começo da madrugada desta terça-feira na qual classificam de “autoritário” o primeiro gesto de Lira na presidência: tornar sem efeito a decisão de Rodrigo Maia de validar o bloco de Baleia Rossi.

    “Os partidos que se uniram em torno da defesa de uma Câmara livre e independente repudiam, com a mais intensa veemência, o ato autoritário, antirregimental e ilegal praticado pelo deputado Arthur Lira. A eleição é una: não se pode aceitar só a parte que interessa. Ao assim agir, afrontando as regras mais básicas de uma eleição – não mudar suas regras após a sua realização -, o referido deputado coloca em sério risco a governabilidade da Casa”, diz a nota, encaminhada à imprensa à 1h39 desta terça e assinada por “líderes e parlamentares do PT, MDB, PSB, PSDB, PDT, PCdoB, CIDADANIA, PV e REDE”. Todos integrantes do bloco de Baleia Rossi.

    A ideia do grupo é ir ao Supremo Tribunal Federal. Lira argumenta que eles perderam o prazo regimental para protocolar o bloco, cujo horário-limite era as 12h desta segunda-feira. O documento obtido pela CNN de fato mostra que o bloco não foi protocolado, mas Maia rebate dizendo que houve uma falha do sistema. Sob essa justificativa, acabou horas depois, em um dos seus últimos atos na presidência, validando o bloco.

    Se for mantida a decisão de Lira, o bloco que o apoiou ficará com cinco das seis vagas da Mesa Diretora. Maia e seu grupo querem tentar na Justiça resgatar a sua decisão que validou o grupo de Baleia horas antes da eleição e assim dividir de forma equânime os cargos da mesa.

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