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Aliados defendem que Bolsonaro procure ex-ministros militares

Reaproximação é vista como importante para garantir alinhamento na defesa sobre delação de Mauro Cid

Ex-presidente Jair Bolsonaro e seu então ajudante de ordens, Mauro Cid
Ex-presidente Jair Bolsonaro e seu então ajudante de ordens, Mauro Cid REUTERS/Adriano Machado

Pedro Teixeirada CNN

Brasília

Auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm defendido que a equipe de defesa dele tente se reaproximar de ex-ministros do núcleo duro de seu governo, principalmente os da ala militar.

Os nomes mais citados são os dos ex-ministros Luiz Eduardo Ramos, que comandava a Secretaria-Geral, e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Interlocutores de Bolsonaro defendem que é importante manter os ex-integrantes do antigo governo próximos para evitar um ‘’desalinhamento’’ de versões quando vier à tona o conteúdo da delação premiada que será feita pelo ex-ajudante de ordens, Mauro Cid.

 

ACNN apurou que o distanciamento entre Bolsonaro e Cid foi o que levou o militar a negociar uma colaboração com a Polícia Federal (PF).

Na última segunda-feira (11), um dos advogados do ex-presidente, Fabio Wajngarten, disse não ter detalhes sobre o acordo de Mauro Cid com a Polícia Federal (PF). “A gente não tem nenhuma informação. Estamos totalmente no escuro”, disse.

Apesar da sugestão de aliados, interlocutores afirmam que Bolsonaro não tem conversado com seus ex-ministros.

ÀCNN, o ex-ministro Luiz Eduardo Ramos se limitou a dizer que está afastado de “tudo isso”.

Já Augusto Heleno disse que não foi procurado pelo ex-presidente ou por seus advogados.

Entenda o caso

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid com a Polícia Federal (PF) no último sábado (9). Ele também autorizou a liberdade provisória de Mauro Cid.

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro estava preso desde maio.

O ministro determinou, no entanto, que Cid cumpra medidas cautelares, como uso tornozeleira eletrônica, limitação de sair de casa aos fins de semana e também à noite, além de afastamento das funções no Exército e proibição de contato com outros investigados.

O Exército cumpriu a decisão, suspendendo Cid, mas manteve o pagamento de seu salário de R$ 27 mil.

Veja também: Mauro Cid deixa prisão após homologação de delação premiada

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