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    Saiba quem é a “japa do crime”, viúva de membro do PCC e suspeita de lavar dinheiro da facção

    Karen de Moura Tanaka Mori, de 37 anos, teve prisão em flagrante convertida em preventiva

    Karen de Moura Tanaka Mori, de 37 anos, conhecida como a "japa do crime"
    Karen de Moura Tanaka Mori, de 37 anos, conhecida como a "japa do crime" Reprodução

    Rafael Villarroelda CNN

    São Paulo

    Chamada de “japa do crime”, Karen de Moura Tanaka Mori está presa desde a última quinta-feira (8). Viúva de um líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Karen teria assumido os negócios do marido.

    Ao ser presa em sua residência, ela foi encontrada com carro de luxo e mais de R$ 1 milhão, além de US$ 50 mil.

    Segundo a Polícia Civil, a “japa do crime” atuava na lavagem de dinheiro da organização, em cidades como Santos, Cubatão e Guarujá, na Baixada Santista, e também na cidade de São Paulo.

    Para lavar o dinheiro da facção, ela usaria comércios na área da beleza, de imóveis, e uma empresa do seu irmão. O pai dela também é suspeito de participar do esquema.
    A investigação que levou à prisão da viúva começou em junho de 2023, na cidade de Praia Grande, litoral paulista.

    Segundo a polícia, todos os indícios coletados apontam que ela é a responsável por lavar grande parte do dinheiro da facção criminosa na Baixada Santista.

    “Os relatórios de informações financeiras obtidos pela Polícia Civil indicam que a suspeita movimentava milhões de reais da facção para ocultar a origem do dinheiro oriundo do tráfico de drogas”, disse o delegado-geral, Artur Dian.

    ÀCNN, o advogado Eugenio Malavasi, um dos três representantes de Karen, disse que aguardando a apresentação da denúncia por parte do Ministério Público para se manifestarem sobre as acusações.

    Quem era o marido da “japa do crime”?

    Karen é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, líder do PCC que foi executado durante guerra interna da facção em 2018.

    Juntos, eles têm um filho, hoje com 12 anos de idade.

    Na ocasião do assassinato, “Cabelo Duro” estava envolvido em uma guerra interna da facção, marcada por traições e disputas de poder, que causou mudanças na alta cúpula e até pôs em xeque a liderança de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

    Investigadores afirmam que o ex-líder da facção foi morto por vingança após se envolver diretamente na emboscada contra dois líderes históricos do PCC: Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca.

    Para a Polícia Civil, Karen afirmou desconhecer os trabalhos ilícitos do marido. E que nunca recebeu qualquer quantia financeira vinda de “Cabelo Duro”. Ela contou também que não conhece nenhum integrante de organização criminosa, inclusive do PCC.

    De flagrante para preventiva

    De flagrante, a prisão da “japa do crime” foi convertida em preventiva. A decisão foi do juiz Fábio Pando de Matos, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que alegou que Karen “não apresenta condições financeiras compatíveis” com o que foi apreendido na casa dela.

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