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    Receita Federal disponibiliza drones para buscas de desaparecidos no RS

    Equipamentos foram disponibilizados durante a visita à região do presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), neste domingo (10)

    Douglas Portoda CNN

    em São Paulo

    Os drones da Receita Federal poderão ser utilizados para realizar levantamentos e buscar desaparecidos em áreas atingidas por enchentes no Rio Grande do Sul após a passagem do ciclone extratropical pelo estado na última semana.

    O órgão disponibilizou os equipamentos durante a visita à região do presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), neste domingo (10).

    O superintendente regional da Receita Federal, Altemir Linhares, destacou que os drones Matrix, que foram recentemente adquiridos, e os servidores que os operam poderão trabalhar em apoio às autoridades estaduais.

    Ainda foram disponibilizados caminhões e motoristas para auxílio na logística e reconstrução dos municípios atingidos.

    Produtos apreendidos para famílias afetadas

    A Receita disponibilizou, na última sexta-feira (8), cerca de R$ 6 milhões em produtos apreendidos para famílias afetadas.

    São cerca de 30 mil peças de vestuário, calçados, artigos de higiene, cama e banho.

    Os artigos vieram de apreensões realizadas nos últimos meses nos três estados do Sul brasileiro e começarão a ser entregues nos próximos dias.

    R$ 741 milhões de recursos federais

    Geraldo Alckmin anunciou que o governo federal destinará R$ 741 milhões em recursos para as regiões afetadas pelas chuvas provocadas pela passagem de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul.

    O presidente em exercício sobrevoou os municípios do Vale do Taquari, área que concentra os maiores estragos, e afirmou que o desastre natural que atingiu o Rio Grande do Sul será prioridade máxima do governo a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “O presidente Lula nos orientou para [dar] prioridade absoluta, prioridade máxima nesta parceria com a população e com a região”, citou Alckmin.

    O vice-presidente foi acompanhado na viagem por uma equipe interministerial e o do governador do estado, Eduardo Leite (PSDB). Veja a relação de ministros que viajaram para o estado:

    • Nísia Trindade, ministra da Saúde;
    • Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima;
    • Paulo Pimenta, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social;
    • José Múcio Monteiro, ministro da Defesa;
    • Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome;
    • Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional;
    • Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;
    • Jader Filho, ministro das Cidades.

    O ministério que mais destinará recursos às áreas afetadas é o das Cidades, que custeará a construção de moradias na região com R$ 195 milhões. Em seguida vem o da Integração, que gastará R$ 185 milhões para dar ajuda humanitária e ajudar na reconstrução dos municípios atingidos pelas chuvas.

    Entre outras ações, o governo também falou em reconstruir as unidades básicas de saúde (UBS), refazer uma ponte da BR-116 sobre o Rio das Antas e liberar um auxílio de R$ 800 por pessoa, em duas parcelas de R$ 400, para os municípios afetados.

    Alckmin anunciou ainda que a pasta da Comunicação Social, em conjunto com a Telebras, atuou para reestabelecer a telefonia na região, transferindo 13 terminais de satélite.

    O estado tem ainda 3.798 pessoas desabrigadas, além de 11.642 desalojados. Cerca de 150.341 pessoas foram afetadas pelo desastre.

    Os conceitos de desabrigado e desalojado são diferentes. Desabrigado é aquele que perdeu a casa e está em um abrigo público. O desalojado teve de deixar sua casa — não necessariamente a perdeu —, e não está em abrigos, mas sim na casa de um parente, amigo ou conhecido, por exemplo.

    Veja também: As medidas que podem ser tomadas para minimizar a tragédia das chuvas no Sul

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