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    Jovem viraliza com suor excessivo nas mãos; médico explica o que fazer na onda de calor

    Situação incômoda pode tratar-se de hiperidrose; entenda

    Mãos soando excessivamente no calor? Saiba como lidar com a condição
    Mãos soando excessivamente no calor? Saiba como lidar com a condição Reprodução/TikTok

    Bárbara Carvalhocolaboração para a CNN

    São Paulo

    Uma jovem viralizou no TikTok ao compartilhar uma situação incômoda e, muitas vezes, constrangedora, que vive em seu dia a dia: mãos que soam excessivamente. O vídeo compartilhado por Andressa Marcante já ultrapassa 7,4 milhões de visualizações na plataforma até esta sexta-feira (22).

    Nas imagens, é possível ver que suas mãos, mesmo depois de secas, pingam suor quase que imediatamente. A condição apresentada trata-se de hiperidrose e tem tratamento.

    @andressamarcante

    A responder a @ashley triste realidade 🥲

    ♬ Cena Engraçada e Inusitada – HarmonicoHCO

    O que é a hiperidrose?

    ÀCNN,Lucas Miranda, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e formado em Medicina pela UFMG, explicou que a hiperidrose é uma condição médica que causa uma sudorese excessiva e incontrolável. Isso acontece porque as glândulas sudoríparas do indivíduo são hiperativas e podem afetar cerca de 3% da população.

    “Ela pode se apresentar em qualquer parte do corpo, desde as mãos e pés até as axilas e rosto. Para muitos que sofrem com a hiperidrose, isso pode ter um impacto significativo na autoestima e qualidade de vida”, elucida.

    A condição pode decorrer de diferentes motivos, como fatores emocionais, hereditários ou doenças. Inclusive, pode ser agravada com temperaturas elevadas e ambientes quentes, exercícios físicos intensos, estresse emocional e ansiedade, roupas inadequadas ou muito quentes e até mesmo por alimentação condimentada e bebidas cafeinadas.

    É possível classificá-la como: hiperidrose primária, que pode ter origem emocional e, nesse caso, os sintomas desaparecem durante o sono. O suor excessivo começa a aparecer na infância ou adolescência, geralmente nas mãos, pés, axilas, cabeça ou rosto. Normalmente, sua causa é genética, já que cerca de 30% a 50% dos pacientes que sofrem com a sudorese excessiva possuem um parente de primeiro grau, como pai ou mãe, com o mesmo problema.

    “De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), esse tipo de hiperidrose afeta de 2% a 3% da população, mas menos de 40% dos pacientes com essa condição consultam um médico”, explica Lucas.

    E a hiperidrose secundária, adquirida ao longo da vida em decorrência de outros fatores, como distúrbios hormonais, doenças neurológicas e efeitos colaterais de medicamentos. “Ao contrário da primária, as pessoas com hiperidrose secundária suam em todas as áreas do corpo ou em partes específicas”, conta.

    Com a onda de calor, o que fazer?

    Com a onda de calor que afeta boa parte do país nos últimos dias, a situação de quem sofre essa síndrome pode se agravar.

    O especialista detalha que o ideal é procurar por ambientes mais frescos. “Caso não tenha condições de se refrescar em casa, o ar condicionado de shoppings e centros comerciais pode ajudar. Também ajuda usar roupas mais leves, de algodão, que vão permitir que a pele respire, evitando o acúmulo de suor”, conta.

    “Também é importante a higiene adequada, mantendo a pele limpa com banhos regulares para prevenir o odor corporal associado à transpiração. Os antitranspirantes ajudam a mascarar o odor e reduzem a produção de suor, alguns produtos no mercado são formulados especificamente para hiperidrose e podem ser recomendados por um dermatologista”, aconselha Lucas.

    Porém, segundo o médico, o mais importante é procurar ajuda profissional. “O suor excessivo pode prejudicar a qualidade de vida, chegando a atrapalhar diversos aspectos, como a carreira, os relacionamentos, o bem-estar emocional e a autoestima. Se a pessoa está enfrentando transpiração excessiva a ponto de afetar a qualidade de vida, o primeiro passo para um diagnóstico correto é passar por uma avaliação médica”.

    Quais são os tratamentos?

    Geralmente pode ser resolvida com tratamentos tópicos ou procedimentos que variam segundo o tipo e o grau de sudorese da pessoa, devendo ser indicados por um médico.

    Embora possam ser utilizados antitranspirantes mais fortes para ajudar a reduzir a produção de suor e odor corporal, há também medicamentos de uso oral que ajudam a impedir a estimulação das glândulas sudoríparas, mas não podem ser utilizados indiscriminadamente e devem ser indicados com recomendação médica em casos pontuais, já que podem apresentar efeitos colaterais, como diminuição da quantidade de lágrima, urina, saliva, entre outros.

    “Um dos tratamentos mais eficazes e bem aceitos atualmente é a aplicação de toxina botulínica nas regiões afetadas para bloquear temporariamente a sudorese, diminuindo a ação do sistema de resposta neural que estimula a transpiração na região. Seu efeito começa aproximadamente 15 dias após a aplicação e a duração varia de seis a dez meses”, enfatiza o especialista.

    “Em casos mais graves, que não respondam aos tratamentos clínicos, pode ser feita a simpatectomia, procedimento cirúrgico executado por cirurgião torácico ou vascular que “desliga” o sinal que avisa ao corpo para suar excessivamente. Sua melhor indicação é para hiperidrose nas palmas das mãos ou plantas dos pés, e a principal complicação é começar a suar em outras áreas do corpo (hiperidrose compensatória)”, conta Lucas.

    O médico ainda conta que também é importante cuidar da saúde mental em casos de relação com estresse, lembrando que o tratamento adequado varia de acordo com o diagnóstico específico e a gravidade da condição.

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