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    Dólar fecha em queda, a R$ 4,87, com percepção de menor risco fiscal; Ibovespa sobe

    Bolsa avança quase 1% e marca a 5ª sessão de alta consecutiva em semana decisiva para reforma tributária

    Painel eletrônico na B3 em São Paulo
    Painel eletrônico na B3 em São Paulo REUTERS/Amanda Perobelli

    Da CNN*

    O dólar encerrou em queda nesta terça-feira (07). A moeda norte americana recuou 0,28%, cotada a R$ 4,87, com redução de temores sobre a saúde fiscal do país e o avanço da reforma tributária na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado.

    Esta foi a quinta sessão consecutiva de queda do dólar ante o real, marcando a maior sequência negativa desde junho. Nestes últimos cinco dias, a moeda à vista acumulou queda de 3,46%.

    Enquanto isso, o Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,71%, aos 119 mil pontos. Essa foi a quinta sessão consecutivo de ganhos para a bolsa.

    O ânimo também reverberou nas taxas dos juros futuros, que encerraram o dia em queda.

    No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 10,805%, ante 10,865% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 10,61%, ante 10,719% do ajuste anterior.

    O pano de fundo é a reação positiva de investidores sobre a menor possibilidade de uma mudança da meta fiscal. O governo adiou – pelo menos temporariamente – a ideia de mudar o parâmetro a ser perseguido em 2024.

    Nos negócios, a reação é também é positiva. As ações de varejo foram destaque no dia, com Magalu alcançando 23% de alta e Casas Bahia com avanço de quase 12%.

    A decisão foi tornada pública ontem à noite pelo senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso Nacional. Segundo ele, o governo decidiu não enviar uma mensagem para modificar a meta para contas públicas em 2024.

    Já o Banco Central reafirmou na ata divulgada mais cedo que os próximos cortes da taxa Selic serão de meio ponto, e que uma eventual mudança na meta fiscal afeta o trabalho do Copom (Comitê de Política Monetária).

    O comitê avaliam que cresceu a incerteza sobre a capacidade do governo em cumprir as metas fiscais estabelecidas e defende que os objetivos para as contas públicas sejam buscados com firmeza.

    Mercados Globais

    Enquanto isso, os índices americanos operam em alta em Wall Street, com foco nos possíveis cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve no próximo ano e com os investidores na expectativa de mais comentários das autoridades do banco central dos Estados Unidos.

    O S&P subia 0,29%, o Dow Jones tinha alta de 0,18% e o Nasdaq avançava 0,91%.

    O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou hoje que o Federal Reserve fez avanços significativos para levar a inflação nos Estados Unidos de volta à meta de 2% e, se isso continuar, as atenções se voltarão para a questão de por quanto tempo manter a taxa de juros nos níveis atuais.

    Na véspera, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que o banco central dos EUA provavelmente terá mais trabalho pela frente para controlar a inflação.

    “Naturalmente, essa fala corrobora a posição da grande maioria dos dirigentes do Fed de que as taxas se manterão contracionistas por tempo prolongado na maior economia do mundo, gerando algum desconforto no mercado de ações e fortalecendo o dólar na falta de outros catalisadores nesta manhã”, disse equipe da Guide Investimentos em nota a clientes.

    Na semana passada, o dólar havia despencado e as ações globais, saltado, uma vez que o comunicado de política monetária do Fed foi mais brando do que o esperado e dados de emprego fracos dos Estados Unidos corroboraram expectativas de que o banco central norte-americano não elevará mais os custos dos empréstimos.

    Operadores de câmbio chamaram a atenção ainda nesta segunda-feira para um dia fraco para as commodities, após dados decepcionantes sobre a balança comercial da China.

    Veja também: Dólar cai a R$ 4,88 ainda sob efeito dos juros nos EUA

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