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    Inter prevê Ibovespa a 142 mil pontos em 2024 com juros menores no Brasil e nos EUA

    No relatório, Banco destaca que a estimativa não é "a mais otimista", já que considera um desconto frente à média histórica da relação entre preço e lucro do Ibovespa

    Fachada do Inter
    Fachada do Inter Divulgação/Inter

    Da CNN*

    O Ibovespa deve chegar a 142 mil pontos em 2024, ajudado por um cenário de queda do juro no Brasil e nos Estados Unidos, aponta o Inter em relatório.

    “Para 2024, esperamos tempos melhores para a bolsa, já que é um ano onde existe a expectativa de que o Fed comece a cortar os juros e, por aqui, a Selic continue em ritmo de queda – se o fiscal ajudar, claro”, diz a instituição.

    O principal índice da bolsa terminou a semana passada renovando as máximas desde 2021, aos 128 mil pontos.

    “Considerando que o mercado ainda está precificando a bolsa em 9x lucros mesmo com a recente recuperação e que nossa estimativa de lucro para 2024 é positiva, nosso Ibovespa esperado para 2024 é de 142.000 pontos”, completa.

    No relatório, o Inter ainda destaca que a estimativa não é “a mais otimista”, já que considera um desconto frente à média histórica da relação entre preço e lucro do Ibovespa.

    Para a instituição, se comparada a perspectivas de lucros das empresas por setor para o ano de 2024 com resultado de 2023, majoritariamente, as expectativas são positivas.

    Gráfico indica crescimentos nos setores financeiros, de siderurgia e mineração, utilities, alimentos e bebidas, telecom, indústria e outros. Óleo&Gás, Papel&Celulose e Real Estate recuam.

    Retrospectiva de 2023

    Em 2023, o Ibovespa se destacou entre os emergentes, mas ainda perdeu para Wall Street e bolsa de Tóquio. O relatório explica o ano em uma sequência de “sentimentos” que vai do pessimismo ao otimismo.

    No primeiro trimestre, a quebra de bancos nos EUA, a desaceleração na China, os juros elevados mundo afora, além de incertezas fiscais no terreno nacional, derrubaram a Bolsa brasileira.

    Na sequência veio um “otimismo cauteloso”, com queda da inflação ao redor do mundo, controle da crise bancária nos EUA e novo marco fiscal no Brasil. No terceiro trimestre, apesar do início do corte na Selic, permaneceu a cautela, com incertezas no cenário exterior.

    O ano de 2023 termina, segundo o Inter, com otimismo. Falas do Fed puxam sentimentos de alívio nos juros e reforçam os sentimentos positivos dos investidores — indica.

    Veja também: Centrão volta a pressionar por cargos e emendas para aprovar subvenção do ICMS

    *Publicado por Danilo Moliterno.

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